domingo, 15 de maio de 2011

Considerando que força nasce no povo, finalmente começamos a engatinhar


Os números mostram crescimento assustador da violência em Mossoró a partir da chegada do crack em 2006. Desde então já se foram mais de 500 execuções, sendo que 80 somente em 2011. Quase todos os dias são registrados tiroteios.

A primeira entidade a se mostrar disposta a contribuir com a redução da violência foi o Rotary Club, através da Educação, buscando formar melhor o cidadão e pleiteando junto ao Governo do Estado uma nova proposta educacional.

Depois foi a OAB/Mossoró, que formou uma comissão de advogados para tratar exclusivamente da questão da violência e também das mortes ocasionadas no trânsito. Já estão bem articulados junto às autoridades.

Agora foi a vez da Gerência Municipal de Educação e Desporto, da Prefeitura. A primeira reunião foi ontem, com a participação de todos os diretores das 87 escolas de Mossoró, no Auditório da Secretaria de Cidadania.

Compareceram ao debate o comandante do 2º BPM, tenente coronel PM Túlios César, os promotores de Justiça Olegário Gurgel e Hercy Ponte, representantes do Conselho Tutelar e do Comdica e a secretaria de Educação, Ieda Chaves.

Os diretores receberam orientações das autoridades de como lidar principalmente com tráfico de drogas nas escolas. Terão um canal aberto com a Polícia, com o Ministério Público e a Justiça para agirem em conjunto.

São os primeiros passos numa luta demorada para reduzir a matança em Mossoró. Ainda falta o envolvimento da sociedade, no sentido de cobrar do governo do Estado a nomeação dos concursados da Policia Civil.

Com esta nomeação, será possível reforçar a inteligência policial e localizar os bandidos. Também é imprescindível investimento pesado no Instituto Técnico Científico de Policia (ITEP), para que a prisão seja bem feita.

E neste levante popular, a Educação precisar ser realmente prioridade nas administrações, de modo que escolas sejam construídas em locais amplos e bem estruturadas para funcionar de fato em tempo integral.

Também é importante, num primeiro momento, convencer o Estado a botar o preso para trabalhar nos presídios, para aprender uma profissão, ajudar a família e reduzir assim as chances de voltar ao mundo do crime.

Considerando que a força nasce no povo, começamos a engatinhar.



Fonte.Evanio A.

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